Eu percebera que não podia controlar o que me tinha acontecido mas tinha todo o controlo sobre a forma como me sentia em relação a isso e como iria usar isso na minha vida.

As nossas experiências dolorosas não são um prejuízo, são um presente.

Temos a possibilidade de encontrar um sentido no sofrimento e de poder transformá-lo numa oportunidade de descobrir algo que há em nós que nunca pensamos que fosse possível: O poder.

O poder de nos libertarmos do passado. Libertar do fracasso, dos medos, da raiva, dos erros, dos arrependimentos e da tristeza não resolvida.

Não podemos, nem devemos, escolher uma vida livre de mágoas mas podemos escolher ser livres e abraçar o possível.

Sejamos corajosas para fazer a escolha de ser livres. Quanto mais escolhas tivermos, menos nos tornamos uma vítima do passado.

Ninguém pode tirar-nos o que colocamos na mente. Temos a escolha de ver a luz e ver um presente em todas as experiências.

Podemos escolher crescer na nossa vida através da dor ou da consciência. Estes dois elementos acompanham-nos ao longo de toda a vida e são responsáveis pelas grandes mudanças.

São eles que nos ajudam a crescer como indivíduos, como almas e seres humanos.

Quando a dor entra na nossa vida e nos leva a fazer uma mudança. Esta experiência torna o nosso coração mais resistente e aprendemos a amar-nos e valorizar-nos mais. Por muito simples que pareça, este crescimento é gradual e lento.

Eu sou o problema e a solução. Todas as respostas que procuro estão dentro de mim.

Eu não tenho de continuar a passar o testemunho das mulheres da minha família. Eu tenho a luz e a coragem de mudar a minha história e iluminar as mulheres que comigo se cruzam. Não vou viver na agonia de enterrar uma história por contar dentro de mim.

Usar os nossos traumas e experiências negativas e torná-las em algo positivo. Eis o desafio, eis a oportunidade, eis a salvação.

Essa é a única maneira de realmente transmutar e transformar o nosso passado em algo que sirva. Preciso de aprender algo novo.

Afinal, só podemos aprender o novo e o desconhecido. Tudo resto temos de deixar para trás. Não podemos transformar-nos e manter o nosso antigo ser. Precisamos de estar dispostos com a coragem que isso exige para transformar verdadeiramente. A transformação dolorosa e arrasadora que ocorre no nosso interior.

Esquecer o que é bom e o que é mau. Ver as coisas como elas verdadeiramente são. Libertar-nos do paradigma ao qual fomos vendidos, que nos dita que apenas as coisas que parecem de uma certa maneira, que se encaixam nos moldes, que respeitam a nossa simetria, dada pelos outros, são boas.

Todos temos um mundo interior que enfrentamos com os nossos próprios demónios. É um desafio que precisamos superar.

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