
A consciência de como a nossa desconexão interior perpetua a nossa infelicidade tem o potencial de nos abalar profundamente.
Esta consciência tem o poder de nos tirar do papel de vítima e de culpar os outros. Talvez pela primeira vez, podemos ver como somos os principais responsáveis da nossa dor.
As pessoas à nossa volta desempenham um papel que lhes atribuímos na nossa vida. O poder nunca está nelas, apenas em nós.
Para mudar, precisamos de estar cientes do que está a acontecer dentro de nós. Precisamos de nos questionar a cada momento para perceber se estamos alinhados com os nossos valores e propósito:
- Estou a agir por obrigação ou alinhamento e autenticidade?
- Estou a agir por medo de perder a validação dos outros ou o poder do meu amor próprio?
- Estou a agir de acordo com padrões antigos ou situações presentes?
- Estaremos a ser impulsionadas por uma necessidade interna que advém dum vazio interior?
Neste caso, a nossa vida está marcada pelo dever, pela obrigação, pelo medo e focada no que falta. Mas o que promove um estado de conexão interior?
A resposta encontra-se sempre na quietude e na reflexão.
Ao olharmos para dentro deparamo-nos com a nossa autosabotagem, traição e desalinhamento. Quando o nosso ego assume o controlo, relembremo-nos que ele está a encobrir as feridas da infância. O que é que o meu ego está a proteger e como posso aliviar essas feriadas para evitar que assuma uma persona falsa?
Olharmo-nos ao espelho é a coisa mais difícil do mundo. Ninguém quer admitir que é a causa de sua própria miséria – ninguém. É muito doloroso. É muito mais fácil levar a vida inocente da nossa própria contribuição. Depois de ganharmos consciência não há como negar a verdade mas é também uma iluminação que pode ditar o caminho da evolução.

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