Toda a nossa vida está condicionada nos julgamentos e nos rótulos do que é bom e mau. Dizem-nos desde pequenas como ser mulher, como ser homem, como ter sucesso, como ser um fracasso, como ser linda, como ser feia ou como ter um casamento feliz. Somos inseridas numa liberdade condicionada e nunca paramos para questionar o que é afinal bom e o que é mau.
Nunca paramos para perceber que afinal as coisas que nos disseram serem boas, não o são para nós.
Que a fórmula que nos deram para a felicidade não funciona para nós.
A identidade que criaram para nós foi com base no medo. Medo de errar, medo de não encaixar no modelo definido socialmente. Modelo esse que os nossos pais não ousaram ou não souberam questionar, porque foi esse que lhes permitiu sobreviver e, por isso, seria esse modelo que eles se sentiriam moralmente obrigados a passar aos seus filhos. Mesmo que isso signifique quebrar o seu espírito e priva-los de viver o seu potencial máximo, a sua identidade e a sua missão de vida.
Somos treinadas para ser meninas bonitas. Para sermos obedientes. Portanto, o que a cultura dite como sendo o caminho a seguir, nós iremos seguir.
Desconectamo-nos dos nossos sentimentos, ocultando o nosso ser autêntico. Perpetuamos esta realidade e pressão porque não estamos conscientes. Estamos demasiado empenhadas em (tentar) ser a menina bonita, a profissional perfeita ou a mãe exemplar.

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